Nos últimos dias, cerca de 50 mil pessoas cruzaram a fronteira entre o Marrocos e Ceuta, cidade autônoma espanhola localizada no continente africano e vinculada à União Europeia. De acordo com o Ministério do Interior da Espanha, metade desse contingente já retornou ao seu país de origem, enquanto 19 corpos de migrantes foram resgatados do mar. Contudo, o chefe do governo local, Juan Jesús Vivas, estima que o número de vítimas fatais na travessia possa chegar a 34. Para conter as invasões ao território — sob domínio espanhol há quase cinco séculos —, forças policiais marroquinas utilizaram cassetetes, gás lacrimogêneo e caminhões com canhões de água em meio a confrontos que registraram incêndios de ônibus e carros.
Em resposta à crise, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, visitou a região e classificou o deslocamento em massa como um ataque inaceitável à integridade territorial do país, anunciando o reforço do policiamento, a instalação de barreiras físicas de contenção no mar e a repatriação conjunta de imigrantes em parceria com o Marrocos. O episódio gerou forte mobilização internacional, levando a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, a condenar a situação e o ministro do Interior da França, Laurent Nuñez, a solicitar o endurecimento da fiscalização na fronteira franco-espanhola.
Fonte: www.agenciabrasil.ebc.com.br
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