Essa estatística reflete uma mudança profunda na forma como entendemos o mercado de trabalho e o desenvolvimento pessoal. Atualmente, o conceito de que o "QI (Quociente de Inteligência) te contrata, mas o QE (Quociente Emocional) te mantém e te promove" tornou-se a regra de ouro nas organizações.
As capacidades socioemocionais, também chamadas de Soft Skills, são as habilidades que nos permitem gerenciar emoções, estabelecer relações saudáveis e tomar decisões responsáveis.
A neurocientista Carol Garrafa toca em um ponto revolucionário: a transição da felicidade como um "evento externo" para a felicidade como uma gestão biológica. Em um mundo digital que sequestra nossa atenção e dispara picos artificiais de dopamina, entender a nossa "farmácia interna" é a chave para a estabilidade emocional.
O bem-estar consciente depende do equilíbrio de quatro neurotransmissores principais, frequentemente chamados de "Quarteto da Felicidade". Quando aprendemos a estimular essas substâncias por meio de hábitos, assumimos o controle da nossa saúde mental.
Essa reflexão da neurocientista Carol Garrafa destaca uma verdade essencial para a carreira e a vida pessoal em 2026: o "como" superou o "o quê". Enquanto o conhecimento técnico nos dá as ferramentas, são as competências socioemocionais que determinam a direção e a velocidade com que caminhamos.
O ponto central aqui é a congruência. Sucesso sem alinhamento entre valores e comportamentos costuma resultar em insatisfação, mesmo que os resultados financeiros ou profissionais sejam altos.
A neurociência do bem-estar propõe que a felicidade não é um destino místico, mas um estado biológico que pode ser compreendido e modulado. De acordo com a neurocientista Carol Garrafa, quando decodificamos os processos cerebrais, ganhamos as ferramentas para influenciar nossa própria saúde mental.
Entender o cérebro significa reconhecer que nossos sentimentos são, em grande parte, o resultado de interações complexas entre neurotransmissores, circuitos neurais e a nossa percepção da realidade.
A jornada para o bem-estar começa necessariamente pelo despertar da consciência, um processo que exige a coragem de pausar o modo automático para identificar o que realmente está gerando desconforto. Antes de qualquer mudança química, é preciso olhar para dentro e mapear quem somos, avaliando se existe uma verdadeira congruência entre o que pensamos, o que sentimos e como agimos.
Quando nossas ações ignoram nossos valores fundamentais, o cérebro vive em um estado de conflito que impede a felicidade. No entanto, a neurociência nos oferece uma ferramenta poderosa para transformar essa realidade: a neuroplasticidade.
Essa capacidade permite que o cérebro se remodele fisicamente, criando novas conexões neurais e fortalecendo caminhos que levam a pensamentos e comportamentos mais saudáveis. Assim, ao praticarmos conscientemente novas formas de reagir ao mundo, deixamos de ser reféns de padrões antigos e passamos a esculpir ativamente uma vida mais equilibrada e alinhada com nossa essência.
Para a neurocientista Carol Garrafa, a manutenção do bem-estar reside na habilidade de gerenciar a própria farmácia interna, transformando a felicidade de um conceito abstrato em uma prática diária e deliberada. Esse cuidado exige que aprendamos a estimular o quarteto de neurotransmissores dopamina, serotonina, ocitocina e endorfina buscando sempre o equilíbrio biológico, já que doses inadequadas podem ser prejudiciais. O excesso de dopamina gerado pelo mundo digital, por exemplo, pode levar à ansiedade, enquanto a falta de serotonina compromete a estabilidade do humor.
A distinção proposta por Carol Garrafa entre as diferentes formas de estimular nossa química cerebral revela que o bem-estar depende diretamente da qualidade dos nossos estímulos. Na dopamina, a diferença reside na finalidade: enquanto a "dopamina do bem" nasce da intencionalidade, da motivação para alcançar objetivos com significado real e propósito, a "dopamina do mal" é alimentada por recompensas rápidas e vazias, como o consumo excessivo de comida, álcool ou o uso desenfreado de redes sociais.
Já a ocitocina atua de forma saudável quando priorizamos relacionamentos e conexões humanas no mundo real, combatendo a superficialidade tóxica das interações exclusivamente digitais.
A serotonina, por sua vez, manifesta-se no estado de satisfação profunda que surge quando há congruência entre nossos valores e nossas conquistas, permitindo a celebração genuína de objetivos que possuem um significado pessoal verdadeiro. Por fim, a endorfina atua como o combustível da resiliência, fornecendo a força necessária para o movimento e para superar os desafios físicos e emocionais do dia a dia. Ao equilibrar esses quatro pilares de forma consciente, transformamos a química interna em uma aliada da saúde mental e do sucesso.
Fonte: www.agenciabrasil.ebc.com.br
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