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OS ALERTAS DE DESMATAMENTO REGISTRARAM QUEDA DE 35% NA AMAZÔNIA E DE 6% NO CERRADO


Os dados recentes divulgados pelo Inpe indicam uma redução significativa no desmatamento, o que serve como um reforço fundamental para a viabilidade da meta de zerar as perdas de vegetação até 2030.



  Manaus, 14/02/2026


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OS ALERTAS DE DESMATAMENTO REGISTRARAM QUEDA DE 35% NA AMAZÔNIA E DE 6% NO CERRADO





Os dados recentes divulgados pelo Inpe indicam uma redução significativa no desmatamento, o que serve como um reforço fundamental para a viabilidade da meta de zerar as perdas de vegetação até 2030. Esse cenário positivo demonstra que as políticas de fiscalização estão surtindo efeito, consolidando o compromisso do país com a preservação ambiental e a sustentabilidade a longo prazo. 

 

De acordo com dados recentes do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), as áreas sob alerta de desmatamento na Amazônia Legal e no Cerrado apresentaram uma queda expressiva entre agosto de 2025 e janeiro deste ano. Na Amazônia, os alertas somaram 1.324 km², o que representa uma redução de 35% em comparação aos 2.050 km² registrados no período anterior. Já no Cerrado, a queda foi de 6%, com os alertas totalizando 1.905 km² frente aos 2.025 km² passados.

 

Esses indicadores foram apresentados nesta quinta-feira (12), logo após a 6ª reunião ordinária da Comissão Interministerial Permanente de Prevenção e Combate ao Desmatamento, realizada no Palácio do Planalto. O colegiado, que conta com a participação de 19 ministérios sob a presidência da Casa Civil, também destacou um recuo drástico de 93% na degradação florestal da Amazônia, que baixou de 44.555 km² para 2.923 km². É importante notar que o Deter atua como um sistema de alertas diários para suporte à fiscalização, diferenciando-se do Prodes, que consolida as taxas anuais de desmatamento.

 

Os números do Prodes reforçam essa tendência positiva ao revelar que, entre 2022 e 2025, o desmatamento acumulado caiu 50% na Amazônia e 32,3% no Cerrado. Diante desse cenário, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, afirmou que existe a expectativa de que o Brasil alcance, em 2026, a menor taxa de desmatamento da série histórica na Amazônia, caso os esforços atuais sejam mantidos. A ministra ressaltou ainda que esses resultados são fruto de políticas públicas fundamentadas em dados científicos e que o desempenho ambiental positivo foi alcançado sem comprometer o crescimento econômico do país.

 

Unindo essas informações ao contexto anterior, a ministra Marina Silva ressaltou que a queda no desmatamento não impediu o avanço do setor produtivo, uma vez que o agronegócio continuou crescendo com a abertura de 500 novos mercados para a agricultura brasileira. Para a ministra, a concretização do acordo entre a União Europeia e o Mercosul é uma demonstração clara de que políticas públicas consistentes, bem desenhadas e implementadas, são capazes de gerar resultados positivos e equilibrados.

 

Entretanto, o cenário apresenta desafios distintos no Pantanal, onde os alertas de desmatamento registraram um aumento de 45,5% entre agosto de 2025 e janeiro deste ano, subindo de 202 km² para 294 km². Apesar dessa alta recente no curto prazo, o bioma ainda apresenta um saldo positivo em uma perspectiva mais ampla, já que, na comparação entre os anos de 2023 e 2024, houve uma redução consolidada de 65,2% na perda de vegetação.


 

Fiscalização

 

O fortalecimento das ações de controle tem sido apontado pelo Ministério do Meio Ambiente como o principal motor da redução dos alertas de desmatamento. Dados da pasta revelam que, na comparação com 2022, as atividades de fiscalização do Ibama cresceram 59%, enquanto as operações do ICMBio tiveram uma alta de 24%. Esse rigor se reflete no aumento das áreas embargadas, que subiram 51% pelo Ibama e 44% pelo ICMBio, além de um salto expressivo de quase 148% nas operações de fiscalização ambiental especificamente na Amazônia, onde as ocorrências registradas saltaram de 932 para 1.754. O cerco ao crime ambiental também resultou em apreensões relevantes, com um crescimento de 170% no confisco de minérios e de 65% no de madeira.

 

Nesse contexto de proteção, a ministra Marina Silva ressaltou que a queda do desmatamento ocorreu paralelamente ao crescimento do agronegócio, evidenciado pela abertura de 500 novos mercados para a agricultura brasileira e pela consolidação do acordo entre a União Europeia e o Mercosul. Segundo a ministra, esses marcos provam que políticas públicas consistentes e bem desenhadas entregam resultados sólidos sem comprometer a economia. No entanto, o cenário exige atenção no Pantanal, bioma que registrou um aumento de 45,5% nos alertas entre agosto de 2025 e janeiro deste ano, subindo de 202 km² para 294 km², embora o balanço entre 2023 e 2024 ainda mostre uma redução histórica de 65,2%.

 

Complementando o esforço de campo, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou que a infraestrutura tecnológica do país é o que garante a precisão necessária para subsidiar essas políticas de forma assertiva. Ela reforçou que não existe preservação sem investimento em conhecimento, pontuando que o Brasil utiliza o monitoramento científico não apenas como uma métrica, mas como uma ferramenta de cuidado e soberania nacional perante o mundo.


 


 


 


 

Fonte: www.agenciabrasil.ebc.com.br

 


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