Um levantamento recente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) indica que o Pix já movimenta cerca de um quinto do faturamento em vendas presenciais do setor alimentício no país. O meio de pagamento eletrônico vem conquistando relevância progressiva, destacando-se de forma mais acentuada entre micro e pequenos negócios, redes de comida rápida e no comércio das regiões Norte e Nordeste.
Embora o cartão de crédito mantenha a liderança absoluta da preferência nacional — respondendo por mais de 40% das transações e seguido pelo cartão de débito —, a ascensão do Pix ocorreu prioritariamente pela substituição da moeda física, que hoje orbita a margem dos 8%. Mecanismos tradicionais de pagamento, a exemplo do cheque, tornaram-se residuais e já representam uma fração mínima das movimentações no segmento de alimentação fora do lar.
Os dados apontam que a utilização da transferência instantânea é inversamente proporcional ao porte financeiro dos estabelecimentos: quanto menor o faturamento anual, maior é a sua representatividade no caixa, superando os 30% nas faixas de menor receita. Do ponto de vista geográfico e operacional, a aceitação do Pix sobressai no setor de fast-food e na Região Norte do Brasil, onde a modalidade já supera o uso do cartão de débito e aproxima-se de 30% das vendas presenciais.
Conforme a análise da liderança da Abrasel, esse movimento consolida a transformação digital no consumo brasileiro ao alinhar a conveniência buscada pelos clientes com a redução de taxas operacionais para os comerciantes. Além do impacto financeiro direto, o sistema de transferências atua como um vetor de inovação, viabilizando o fortalecimento de canais de fidelização e a modernização da gestão comercial nos negócios gastronômicos.
Fonte: www.agenciabrasil.ebc.com.br
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