O governo classificou a recente conduta norte-americana como uma forma de agressão desprovida de legitimidade. De acordo com o posicionamento oficial, as medidas adotadas pelos Estados Unidos foram interpretadas como um ataque injustificado, evidenciando um forte descontentamento diplomático em relação à postura de Washington.
A administração venezuelana manifestou a intenção de utilizar canais diplomáticos para viabilizar a libertação de Nicolás Maduro e de sua cônjuge, Cilia Flores, após o que classificam como um sequestro perpetrado pelas autoridades norte-americanas há sete dias. Em um comunicado oficial, o chanceler Ivan Gil caracterizou o episódio como um ato de agressão ilícito e criminoso direcionado à soberania do país e à sua população, enfatizando que tal medida ignora as prerrogativas de imunidade destinadas a líderes nacionais e desrespeita as normas básicas que regem as relações entre as nações.
Diante desse cenário de tensão, o governo da Venezuela pretende retomar os diálogos e as missões diplomáticas com os Estados Unidos. O objetivo dessa reaproximação é tratar diretamente os desdobramentos gerados pela captura do casal presidencial, buscando soluções para a crise atual e estabelecendo uma pauta de temas que sejam de interesse comum para ambos os Estados.
As autoridades venezuelanas comunicaram a recuperação da embarcação Minerva, que retornou ao controle do país após uma operação coordenada com o governo dos Estados Unidos. A administração sul-americana alega que o navio operava de maneira irregular, navegando sem as devidas permissões oficiais ou a quitação dos encargos obrigatórios. Este episódio ocorre após a embarcação ter sido interceptada pelas forças norte-americanas na última sexta-feira, dia 9, marcando o que Caracas descreve como a quinta captura de um petroleiro dentro de uma estratégia de bloqueio às exportações de óleo do país.
Fonte: www.agenciabrasil.ebc.com.br
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