Com a chegada das férias escolares, o aumento da permanência de crianças e animais de estimação no ambiente doméstico exige um cuidado maior com a segurança da casa. Nesse contexto, o deputado estadual Roberto Cidade, que preside a Assembleia Legislativa do Amazonas, defende a aprovação do Projeto de Lei nº 656/2025. Essa iniciativa propõe a criação de uma campanha educativa em todo o estado para informar a sociedade sobre os perigos ocultos em determinadas plantas ornamentais que possuem substâncias tóxicas.
A proposta legislativa busca conscientizar pais e tutores sobre o risco que certas espécies vegetais oferecem quando presentes em locais frequentados por públicos vulneráveis, como residências e escolas. O foco central é a prevenção de acidentes domésticos, que tendem a crescer durante os períodos de recesso, quando a interação com o jardim ou vasos internos é mais constante.
De acordo com o parlamentar, o projeto visa unir esforços entre as áreas de saúde pública e educação para oferecer diretrizes que ajudem a população a fazer escolhas mais seguras ao decorar seus lares e espaços de convivência. A ideia é que, por meio de uma mobilização anual, seja possível alcançar diversos setores da sociedade, garantindo que a informação sobre o manejo responsável da flora urbana chegue a todos e evite intoxicações graves.
De acordo com o texto do projeto de lei, a estratégia central reside na prevenção, vista como uma medida de investimento reduzido, mas capaz de gerar benefícios sociais significativos. Para isso, a campanha estabelece a criação e o compartilhamento de uma lista detalhada com as espécies vegetais mais perigosas, acompanhada de instruções claras sobre como identificar sinais de envenenamento decorrentes de ingestão ou toque acidental.
A iniciativa estende sua atuação para além dos materiais informativos, prevendo a execução de atividades educativas em diversos locais estratégicos, como instituições de ensino, postos de saúde, feiras do setor agropecuário e estabelecimentos voltados ao comércio de plantas e produtos para animais. Para fortalecer esse alcance, o texto permite que o poder público estabeleça parcerias com uma rede ampla de colaboradores, incluindo o meio acadêmico, conselhos profissionais, entidades de defesa dos animais e organizações não governamentais.
O plano de ação abrange uma variedade de canais de comunicação, desde a entrega de cartilhas e a realização de campanhas em veículos tradicionais como rádio e televisão, até uma presença ativa nas redes digitais. Além disso, a proposta incentiva a realização de seminários e oficinas práticas, que não apenas alertam sobre os riscos, mas também sugerem opções de plantas seguras para decorar ambientes que abriguem crianças e animais de estimação.
As estatísticas da Sociedade Brasileira de Toxicologia revelam um cenário preocupante, no qual a maioria das ocorrências de envenenamento por vegetais atinge crianças de até 5 anos e animais de estimação, especialmente cães e gatos.
Essa vulnerabilidade acentuada deve-se à curiosidade intrínseca dessa faixa etária e dos pets, que costumam explorar o ambiente ao seu redor através do tato e do paladar. Como muitas dessas plantas estão posicionadas em locais de fácil alcance, o risco de contato acidental torna-se constante, o que justifica a urgência de medidas preventivas e educativas para proteger aqueles que não conseguem discernir o perigo sozinhos.
Fonte: www.aleam.gov.br
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