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CIENTISTAS DESENVOLVEM FERTILIZANTES MENOS NOCIVOS AO MEIO AMBIENTE


Cientistas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) trabalham no desenvolvimento de fertilizantes orgânicos que apresentam maior sustentabilidade e causam menos impactos ambientais.



  Manaus, 27/05/2026


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CIENTISTAS DESENVOLVEM FERTILIZANTES MENOS NOCIVOS AO MEIO AMBIENTE





Cientistas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) trabalham no desenvolvimento de fertilizantes orgânicos que apresentam maior sustentabilidade e causam menos impactos ambientais. Conduzido pelo grupo de pesquisa em solo e águas subterrâneas, o estudo tem como meta diminuir a liberação de gases de efeito estufa na atmosfera, uma vez que a atividade agrícola figura entre as maiores fontes dessas emissões devido à dispersão de óxido nitroso — composto cujo potencial de dano à atmosfera supera em 300 vezes o do gás carbônico.

 

Os novos adubos gerados pelos pesquisadores utilizam como matéria-prima subprodutos derivados da produção de leite, da agroindústria canavieira e do cultivo de oliveiras. O propósito por trás da criação desse insumo alternativo foi detalhado por Vitor Moreira, professor do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da instituição.

 

“Geralmente os setores agroindustriais têm efluentes líquidos, então resíduos que são líquidos, que são gerados, e resíduos que são sólidos. E a gente tem uma ideia de evitar descartar esses resíduos, jogar fora de uma maneira inadequada que vai ter um impacto ambiental. E nessa linha, quando a gente olhou para esses resíduos e a gente caracterizou, para alguns setores, para algumas indústrias, esses resíduos apresentavam um alto teor de nutrientes. Então nossa ideia é, que não transformar esses resíduos em fertilizantes?” 

 

 Vitor Moreira assinala que o insumo já demonstrou efeitos favoráveis tanto no desenvolvimento dos vegetais quanto na qualidade do próprio solo. 

 

“A gente pegou esses materiais que foram sintetizados e testou em diferentes culturas. Como alface, a gente testa hoje com oliveiras, a gente já testou com plantas que são utilizadas para a produção de alimentação animal, do gado”. E a gente observou o maior crescimento das plantas, uma maior umidade no solo, e a gente conseguiu monitorar até mesmo o desenvolvimento dos microorganismos ali no solo. Idealmente, a gente quer que esses microorganismos sejam diversos, mais diversificado possível”. 

 

No momento, os cientistas buscam obter recursos financeiros junto à iniciativa privada e à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) para dar início à fase de experimentação do produto em lavouras e plantios.

 

De acordo com o cronograma estabelecido, o fertilizante passará por esse período de avaliação e, uma vez concluída essa etapa, estará apto para ser fabricado em escala industrial e comercializado no mercado. A estimativa é de que todo esse processo seja concluído em cerca de 36 meses.

 

 

 

Fonte: www.agenciabrasil.ebc.com.br


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